A Comporta, no concelho de Grândola, a 120 km de Lisboa, está na moda. E é cada vez mais um destino chique para as férias de Verão.
Em parte, o prestígio da Comporta tem sido criado pelo marketing associado à Herdade da Comporta, pertencente à família Espírito Santo desde 1991. São milhares de hectares a perder de vista. Os Espírito Santo compraram a herdade no longínquo ano de 1955, mas o 25 de Abril de 1974 nacionalizou-a quase totalmente. Com a chamada normalização democrática foi-lhes tudo devolvido em 1991 (como se pode ler no site oficial da Herdade). Os campos de golfe, as vinhas, a várzea, cinco dos mais conhecidos restaurantes da zona e muito, muito mais área, é tudo propriedade da família de banqueiros.
Mas há mais. O facto de fazer parte da Reserva Natural do Estuário do Sado, desde 1980, é sinónimo de pouco desenvolvimento, pouca poluição, pouca gente e praias extensas.
"São conceitos que as pessoas estão a descobrir aos poucos", Se quer fazer o mesmo, nós ajudamos.
Para Ver
Praia da Comporta
De Tróia ao Carvalhal há muitas e boas praias para explorar e todas servem para dizer ao telefone “estou na Comporta”. Mas na Comporta, mesmo na Comporta, só há esta. Tem enchentes ao fim-de-semana, mas quem queira andar um pouco consegue sempre uma zona mais calma. O acesso é fácil e já está domesticado: um longo estrado leva-nos até ao areal (preparado para pessoas com mobilidade reduzida). Há bandeira azul, claro, e o parque de estacionamento é gratuito.
Em vez de ir pela auto-estrada, opte pelo ferryboat Setúbal-Tróia. Paga apenas €9,50 para meter o carro na embarcação.
Para comer
Museu do Arroz
Gaspacho à moda andaluza, arroz de lingueirão, arroz de tamboril com hortelã, bolinhos de arroz com molho de soja e até sushi. A variedade do restaurante mais famoso da Comporta é grande, apesar de os preços, de uma forma geral, serem altos. Tudo na ordem dos 18 euros por prato. Apesar de não estar em cima da areia, o espaço tem bar e uma esplanada com vista para a várzea. A decoração preserva elementos da antiga fábrica de arroz que aqui existia.
Dona Bia
Restaurante à beira da estrada é muitas vezes sinónimo de comida a despachar. Não é o caso. A comida da Dona Bia é alentejana e tem muita fama: filetes de peixe-galo com açorda de ovas ou arroz de conquilhas são apenas dois exemplos, além dos grelhados em carvão, que atraem quase todos os veraneantes da zona pelo menos uma vez por ano. Aproveite para jantar ao pôr-do-sol. Preço médio: 20 euros.
Comporta Café
“Não somos um restaurante de praia, somos um restaurante que está na praia”, esclarece o gerente do espaço. E ele sabe o que diz porque está aqui há seis anos e conhece bem os clientes. Os pratos mais populares são petiscos, como o queijo gratinado com doce de tomate (€8) ou os rolinhos de camarão com bacon (€16). Também existem muitos fãs de uma sobremesa particular: o crepe de chocolate belga e gelado trichoc (€6,50). Ao fim da tarde, de vez em quando, há música ao vivo e massagens na areia.
Praia do Peixe
Para quem ainda não ouviu falar deste sítio, é mais fácil explicar que era aqui que estava o famoso Aqui Há Peixe (que acaba de reabrir no Chiado). O praia do Peixe abriu o ano passado pela mão do grupo Lágrimas, que quis manter a qualidade da matéria-prima, mas dar um novo ar ao espaço e à ementa. Os choquinhos à praia do Peixe (€14), o camarão tigre com arroz de coentros (€30) e a espetada de porco preto com ananás (€16) traduzem essa intenção. Preço médio por pessoa: €25 a €45.
Aproveite venha conhecer este paraíso escondido!